Uso dos remineralizadores na agricultura pode reduzir uso de fertilizantes e tornar cultivo mais sustentável

A proposta apresentada pelo grupo de trabalho de normatização do uso de pós de rocha na agricultura, criado para definir limites de adição dos elementos presentes nos remineralizadores, foi aprovada em oficina realizada na terça-feira, 2 de setembro, no Ministério de Minas e Energia (MME). O grupo ainda vai analisar as sugestões dadas por especialistas, para depois elaborar o documento final.

Na abertura do evento, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação do (MME), Carlos Nogueira, falou da importância da criação do grupo de trabalho sobre rochagem (técnica que utiliza os remineralizadores) e da parceria entre os ministérios para desenvolver uma alternativa de insumos que promova a melhoria dos solos e reduza a dependência brasileira em fertilizantes. “O uso de pós de rocha é uma alternativa viável e tornaria possível a redução da dependência brasileira em fertilizantes, além de viabilizar a prática de uma agricultura mais sustentável e orgânica”, destacou.

Segundo o secretário, o diálogo sobre o uso de remineralizadores tem o objetivo de difundir técnicas de melhoria dos solos que possam fazer com que os agricultores utilizem esses insumos para melhorar tanto a fertilidade do solo, recompondo nutrientes, como a produtividade e qualidade da agricultura brasileira.

Um dos pontos discutidos na reunião foi o grau de toxidade dos elementos presentes nas rochas. Uma das preocupações é saber como qualificar, quantificar e normatizar a presença desses elementos, para poder elaborar uma lista que contenha esses dados e os limites de concentrações permitidos para que o uso não traga risco à saúde humana e ao meio ambiente.

Os especialistas pretendem usar o conhecimento pioneiro do grupo de pesquisa da Embrapa Clima Temperado para criar uma normatização mais aberta para a prática da rochagem.

O grupo de trabalho de normatização do uso de pós de rocha na agricultura para elementos potencialmente tóxicos é composto pelo Ministério de Minas com os Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de parceiros como Embrapa Cerrados, Petrobras, o Serviço Geológico do Brasil e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM,), que instituíram o grupo de normatização.

Acesse as apresentações:
Grupo de Trabalho de Normatização do Uso de Remineralizadores na Agricultura “Lei nº 12.890/13: Processo de regulamentação (Limites)”

Do Centro de tecnologia Agrícola e Ambiental: “Avaliação da disponibilidade de nutrientes e contaminantes tóxicos Extratores”

Normatização da composição química dos remineralizadores agrícolas: bases para reflexão

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