“PÓ DE BASALTO” concorre ao Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil

“Utilização de pó de basalto na produção”, desenvolvido em Pareci Novo, e “Silagem de Colostro”, de Pelotas, são os dois projetos desenvolvidos pela Emater/RS-Ascar que na próxima segunda-feira, 12, concorrem, em Brasília, no julgamento final da quarta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Do total de 782 inscrições, 120 práticas foram certificadas. Dessas, 24 concorrem ao julgamento final, que tem como critérios inovação, exemplaridade, transformação social e potencial de reaplicabilidade. O resultado final será conhecido às 19h30, do próximo dia 12 de novembro, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil, em Brasília.

Para o presidente da Emater/RS, Mário Augusto Ribas do Nascimento, a seleção dessas experiências é um reconhecimento do trabalho realizado pela Instituição. “O trabalho de extensão rural mantém o acompanhamento dos extensionistas, que estão comprometidos com os assistidos de todas as regiões do Estado, levando desenvolvimento com uma visão empreendedora”, analisa Nascimento, ao ressaltar sua proposta de apresentar essas experiências selecionadas durante a Expodireto-Cotrijal, que acontecerá em Não-Me-Toque, de 10 a 14 de março.

Em visita a Pareci Novo, Nascimento conheceu a experiência de utilização do pó resultante da britagem do basalto como fertilizante. “Onde essa tecnologia está sendo aplicada, a gente vê a diferença na qualidade das mudas, e vê ainda a alegria e satisfação dos produtores”, destaca o presidente, ao declarar ser “gratificantes para nós, que temos a missão de buscar o desenvolvimento e o compromisso com as famílias rurais”.

O colostro é o leite produzido pela vaca leiteira no período de quatro a cinco dias após o parto. Ele não tem valor comercial. Geralmente, parte é consumida pelo terneiro e o que sobra era jogado fora. Sobre essa experiência, de silagem de colostro, Nascimento observa que, “com essa tecnologia está sendo possível aproveitar o colostro, que até então estava sendo descartado na natureza. Esse aproveitamento é muito significativo para as famílias e para o ambiente”, afirma.

REAPLICAÇÕES

A premiação é concedida, a cada dois anos, para identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais. Todos os 24 projetos selecionados receberão o troféu de “Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social – edição 2007”. Cada uma das oito instituições vencedoras receberá R$ 50 mil. Os recursos deverão ser destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social premiada.

O prêmio foi dividido em oito categorias: “Região Geográfica – N/NE/CO/SE/S”, “Direitos da Criança e do Adolescente”, “Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos” e “Gestão de Recursos Hídricos”. Assim, o projeto de Utilização de Pó de Basalto na Produção de Pareci Novo concorre na categoria Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos. Já a Silagem de Colostro, de Pelotas, concorre na Região Geográfica Sul.

A quarta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é realizada em parceria com a Petrobras, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da KPMG Auditores Independentes.

Fonte: Emater/RS

Produtores da crediseara experimentam novo adubo difundido em outras regiões e garantem bons resultados, sem agredir o meio ambiente.

Trata-se de pó de rocha de basalto, pedra de origem vulcânica que no Brasil é abundante na região Sul, muito utilizada na construção civil e também conhecida como pedra-ferro. De acordo com o presidente da CrediSeara, Valdir Magri, “o uso do pó de rocha é uma prática antiga. O material possui componentes importantes para correção do solo”. Os teores de cálcio, ferro e magnésio são elevados, já o potássio é em menor proporção.
Magri explica que a quantidade a ser utilizada nas propriedades é significativa comparando ao volume usado de adubos químicos. No entanto, o preço do produto é bem menor. “Com a vantagem de equilíbrio de solo, pois o químico serve apenas para uma safra, já o pó de rocha não, é uma atuação contínua. Associado à cobertura verde, o máximo em cinco anos haverá uma recuperação perfeita do solo”. Outro ponto positivo nesta substituição, segundo Valdir Magri, está na qualidade dos alimentos produzidos. “Hoje, na base dos químicos, a gente tem uma deficiência de nutrientes nos alimentos que a terra produz. É uma terra pobre, os químicos minimamente suprem para garantir a produção e os produtos ficam carentes de nutrientes”.

para ver materia completa, acesse o link:

http://www.adjorisc.com.br/jornais/folhasete/geral/um-adubo-ecologico-e-nutritivo-1.1062620 .

APROVADA LEI QUE REGULAMENTA O USO DO PÓ DE BASALTO NA AGRICULTURA

ontem, na CCJC da CÂmara dos Deputados, foi aprovado o parecer do relator do Projeto de Lei 4781/2012. Basta clicar no link ao lado do número 85 que aparecerá o contúdo do projeto.
Para ler a lei na integra, basta clicar no link da PL 4781/2012

85 – PL 4781/2012 – do Senado Federal – Rodrigo Rollemberg – (PLS 212/2012) – que “altera a Lei nº 6.894, de 16 de dezembro de 1980, para incluir os remineralizadores como uma categoria de insumo destinado à agricultura, e dá outras providências”. Explicação: Inclui também os substratos para as plantas.
RELATOR: Deputado PAULO TEIXEIRA.
PARECER: pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.
RESULTADO:

Proferido o Parecer.
Discutiram a Matéria: Dep. Delegado Protógenes (PCdoB-SP), Dep. Luiz de Deus (DEM-BA) e Dep. Esperidião Amin (PP-SC).
Aprovado o Parecer. 

Agricultores de Porto União são beneficiados pelo Programa Pó de Basalto

A Secretaria de Agricultura de Porto União reuniu produtores rurais na segunda-feira, 3, na sala de reuniões do Sindicato de Trabalhadores Rurais. O objetivo do encontro foi discutir e apresentar resultados sobre o Programa do Pó de Basalto, em vigor no município, mas agora para ser utilizado em grande escala.

Atualmente, são 104 produtores inscritos no programa implantado no município, o qual disponibiliza 420 toneladas do produto, sendo aproximadamente quatro toneladas para cada um deles. “Acreditamos nos resultados que o produto pode oferecer, trazendo melhoria na produção. Pretendemos triplicar o fornecimento do pó de basalto daqui pra frente, se houver interesse dos nossos agricultores”, destaca o secretário de agricultura, Roberto Bonfleur.

O biólogo e professor Bernardo Knapik, que estuda há mais de 20 anos a utilização do pó de basalto na agricultura, foi quem conversou com os produtores, tirando dúvidas e colocando sugestões para o dia a dia nas produções agrícolas. Representantes da empresa Ekosolos também acompanharam a reunião e apresentaram os dados técnicos.

O material é utilizado como mineralizador de solo para terras agricultáveis, principalmente nas culturas orgânicas de pastagens, grãos e soja. Para se chegar ao produto final, a rocha de basalto, abundante em nossa região, é moída até se transformar em um pó e, segundo Knapik, que possui os nutrientes necessários para o solo e as próprias plantas.

Porém, antes de ser aplicado, o solo deve receber uma análise e o acompanhamento de um técnico é necessário para que a utilização em grande escala seja rentável. Os agricultores, participantes do programa, terão um acompanhamento de biólogos da empresa, bem como do departamento técnico da Secretaria de Agricultura.

 

 

 

http://colmeia.am.br/geral/agricultores-de-porto-uniao-analisam-programa-po-de-basalto/

Tecnologia que usa pó de basalto como fertilizante é alternativa aos fertilizantes quimicos

O uso de rochas moídas como alternativa aos fertilizantes químicos solúveis foi tema do workshop sobre Rochagem na sede da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Brasília, nesta quinta-feira (9). A tecnologia, que já é uma realidade em muitos sistemas de produção agrícola sustentável, em especial entre agricultores familiares do sul do Brasil, está em conformidade com os princípios agroecológicos e serve como uma opção viável de recuperação de solos tropicais degradados.

O evento promoveu uma discussão – entre técnicos da Codevasf, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Brasília (UnB) – sobre a tecnologia de rochagem, as possibilidades de aplicação no âmbito das ações da Codevasf e as perceptivas de elaboração de um projeto piloto em conjunto.

“A ideia é agregar ao agricultor familiar uma matéria-prima que seja de baixo custo e disponível na região de produção, eliminando a dependência desses agricultores da importação de fertilizantes, que são em sua maioria importados”, afirma o assessor da presidência da Companhia, Stênio Petrovich.

Segundo o assessor, o projeto piloto, ainda em fase de formatação, será multidisciplinar e contará com a expertise dos órgãos envolvidos – a geologia, a cargo da CPRM; os experimentos agronômicos, da Embrapa; a pesquisa de laboratório mineral, da UnB; e a disponibilização da área e do pessoal para aplicar a técnica na ponta, da Codevasf. “A região escolhida para aplicar esse projeto piloto com os agricultores foi uma parte do perímetro de irrigação Baixio de Irecê (BA) com pouca fertilidade, que são as areias do rio São Francisco”.

Rochagem – Pode ser entendida como um processo de rejuvenescimento ou remineralização do solo, mediante a adição de pó de rocha (ou seus subprodutos), desde que contenha quantidades consideráveis de macro e micronutrientes necessários ao pleno desenvolvimento das plantas.

A geóloga e pesquisadora do CPRM Magda Bergmann explica que o material produzido a partir de determinadas rochas permanece no solo e oferece ao longo do tempo os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, enquanto os fertilizantes químicos solúveis são levados pela primeira chuva, sem garantia de que as plantas aproveitem os nutrientes. Ela afirma que outra grande diferença da tecnologia é que quando se usa um fertilizante solúvel, por exemplo a base de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), uma extensa gama de micronutrientes importantes para a planta e também para a nutrição humana não estão presentes.

“As rochas têm molibdênio, cobre, vanádio, sílica, uma série de outros elementos que, mesmo em pequenas quantidades, são importantes. A banana e o mamão dependem muito de potássio, já o morango depende muito do molibdênio”, exemplifica Magda Bergmann.

O reconhecimento e o interesse despertado por essa prática tem crescido em função de resultados obtidos por várias instituições de pesquisa e fomento – CPRM, Embrapa, UnB, entre outras – que confirmam os resultados promissores obtidos em diversos testes e áreas demonstrativas, em substituição ou complementação aos fertilizantes convencionais. Mas a geóloga ressalta que não se pode moer qualquer rocha para usar na produção de alimentos. “Essas rochas devem ter uma certificação de que não possuem elementos nocivos à saúde e que realmente contribuem para a nutrição da planta”, diz.

por Assessoria