Regulamentada produção, registro e comércio do pó de rocha na agricultura

Com nova legislação, consumidor terá maior garantia de qualidade do insumo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) normatizou a produção, o registro e comércio dos remineralizadores, conhecidos popularmente como “pó de rocha”.

Trata-se de uma rocha moída e peneirada que tem a função de melhorar a qualidade física e química do solo. A diferença para os fertilizantes comuns está na solubilidade e concentração, mas ambos têm atuação complementar. Com a nova legislação, o consumidor poderá atestar a qualidade desses produtos, que agora passarão a receber registro do Mapa. Conheça aqui os detalhes das novas regras.

As instruções normativas 5 e 6 estabelecem diversas exigências aos fabricantes, a fim de garantir a oferta de produtos de qualidade e seguros. Além disso, definem as regras que serão exigidas pelo ministério na hora do registro.

A regulamentação dos remineralizadores representa mais uma opção para o agricultor brasileiro, que já conta com o calcário e os fertilizantes minerais para recuperar a fertilidade do solo. Essa é uma demanda antiga do setor, especialmente dos produtores de orgânicos, que não utilizam fertilizantes minerais, mas admitem o uso do “pó de rocha”.

A ministra Kátia Abreu destacou que uma das maiores vantagens do pó de rocha é a disponibilidade em abundância e o baixo custo. Uma tonelada de fertilizante mineral tem custo médio de R$ 1,5 mil, enquanto a mesma quantidade de remineralizador custa R$ 200 a 300 (levando-se em conta despesas com taxa de aplicação e frete).

“São minerais naturais abundantes no território nacional, de fácil exploração e logística de distribuição. Podem suprir parte das necessidades nutricionais das plantas e atuar em conjunto com os fertilizantes tradicionais na recuperação da fertilidade da terra”, explicou a ministra.

Exigências técnicas

As instruções normativas do Mapa estabelecem regras para registro dos remineralizadores, definem sanções administrativas e medidas cautelares e aprimoram procedimentos de inspeção e fiscalização da produção e do comércio desses insumos.

Os textos tratam ainda dos substratos das plantas, que já estavam regulamentados por lei como uma categoria de corretivos do solo. Com a nova legislação, deixa de ser uma categoria e passa a ser uma classe de produto.

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/03/regulamentada-producao-registro-e-comercio-do-po-de-rocha-na-agricultura

Fonte: Portal Brasil, com informações do Mapa

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A Emater, apoiada pela secretaria de Agricultura, organizou um Dia de Campo

A Emater, apoiada pela secretaria de Agricultura, organizou um Dia de Campo sobre Manejo de Solos para produtores de hortaliças. A atividade foi realizada nesta quarta-feira (27/08) na propriedade da família Fudal Lima (José e Celina) no Pinhalão e teve presença de aproximadamente 30 produtores rurais. O grupo recebeu orientações sobre nutrição e formas de preparar o terreno para aumentar a qualidade dos produtos.

UFPR apresenta proposta de alternativa ambiental sustentável e União da Vitória pode ganhar extensão de estudo e pesquisa

A prefeitura de União da Vitória abre espaço para discutir possibilidade de centralizar projeto de pesquisa sobre novas tecnologias para transformar lixo em energia. Esse assunto foi apresentado por profissional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), dentro da perspectiva de que o Estado depende de inovações ‘importadas’ de São Paulo ou de outros países que distam da realidade local e de todo o Sul do País. Outra iniciativa visa ampliar o estudo sobre a pedra ‘basalto’ e cabe espaço para o município participar do processo.

“Cada Estado tem foco específico, disso a importância de adaptar as soluções às realidades locais”, frisa o professor de Engenharia Química da UFPR, Carlos Yamamoto, que é coordenador dos Laboratórios de Análises de Combustíveis Automotivos (LACAUT) e Meio Ambiente. Segundo ele, desde a legislação ambiental até as próprias características são diferentes de um Estado a outro. Disso o objetivo de projetar ações dentro de prerrogativas locais. “Desenvolver projetos de acordo com nossa realidade paranaense”, destaca o professor. O pesquisador disse que esse trabalho pode ser referência para todo o Sul do Brasil. Há interesse da Universidade trabalhar essa ação em parceria com o município de União da Vitória com intuito de projetar desenvolvimento.

Sobre o basalto, de acordo com o pesquisador, essa pesquisa, está sendo desenvolvida em parceria com a Indústria Remineralizadora de Solos (Ekosolos) – que trabalha dentro dos quesitos de sustentabilidade e proteção do Meio Ambiente –, podendo ampliar o estudo e constituir uma extensão da UFPR para a região. O prefeito Pedro Ivo Ilkiv disse que pretende dar suporte político na tentativa de viabilizar essa proposta. “Já conseguimos, com auxílio da então Ministra Chefe da Casa Civil e senadora Gleisi Hoffmann e nossos deputados a vinda do Instituto Federal do Paraná. Agora, podemos trabalhar na busca de mais essa melhoria”, salienta.

Outra questão abordada por Yamamoto é de que o município deve buscar soluções definitivas para a destinação correta do lixo. Sua linha de pesquisa aponta que há possibilidade de evitar que esse material, apenas, seja inutilizado e lançado no aterro sanitário. “Desenvolvemos tecnologia para transformar isso em energia”, explica. Segundo ele, os estudos demonstram que, aplicando tecnologias adequadas, é possível encontrar soluções que permitam a redução de materiais que, normalmente, seguem para valas sanitárias. “Podemos ampliar a vida dos aterros em até oito vezes”, destaca. Para isso, a UFPR busca parcerias e constituição de novos centros de pesquisas e extensão.

Tecnologia do Campo mostra como funciona técnica de rochagem

No Tecnologia do Campo do dia 4 de outubro de 2014, o assunto é rochagem ou remineralização, uma técnica de reposição de nutrientes do solo que pode ser uma alternativa ao uso de fertilizantes e corretivos de solo. No Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos, em Araras (SP), a agrônoma e pesquisadora Maria Leonor Ribeiro Assad explica como essa técnica funciona, quais as aplicações e vantagens para agricultura e meio ambiente. Acompanhe!
http://www.agrosoft.org.br/agropag/230390.htm#.VDGIiYFdWSp

Uso dos remineralizadores na agricultura pode reduzir uso de fertilizantes e tornar cultivo mais sustentável

A proposta apresentada pelo grupo de trabalho de normatização do uso de pós de rocha na agricultura, criado para definir limites de adição dos elementos presentes nos remineralizadores, foi aprovada em oficina realizada na terça-feira, 2 de setembro, no Ministério de Minas e Energia (MME). O grupo ainda vai analisar as sugestões dadas por especialistas, para depois elaborar o documento final.

Na abertura do evento, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação do (MME), Carlos Nogueira, falou da importância da criação do grupo de trabalho sobre rochagem (técnica que utiliza os remineralizadores) e da parceria entre os ministérios para desenvolver uma alternativa de insumos que promova a melhoria dos solos e reduza a dependência brasileira em fertilizantes. “O uso de pós de rocha é uma alternativa viável e tornaria possível a redução da dependência brasileira em fertilizantes, além de viabilizar a prática de uma agricultura mais sustentável e orgânica”, destacou.

Segundo o secretário, o diálogo sobre o uso de remineralizadores tem o objetivo de difundir técnicas de melhoria dos solos que possam fazer com que os agricultores utilizem esses insumos para melhorar tanto a fertilidade do solo, recompondo nutrientes, como a produtividade e qualidade da agricultura brasileira.

Um dos pontos discutidos na reunião foi o grau de toxidade dos elementos presentes nas rochas. Uma das preocupações é saber como qualificar, quantificar e normatizar a presença desses elementos, para poder elaborar uma lista que contenha esses dados e os limites de concentrações permitidos para que o uso não traga risco à saúde humana e ao meio ambiente.

Os especialistas pretendem usar o conhecimento pioneiro do grupo de pesquisa da Embrapa Clima Temperado para criar uma normatização mais aberta para a prática da rochagem.

O grupo de trabalho de normatização do uso de pós de rocha na agricultura para elementos potencialmente tóxicos é composto pelo Ministério de Minas com os Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de parceiros como Embrapa Cerrados, Petrobras, o Serviço Geológico do Brasil e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM,), que instituíram o grupo de normatização.

Acesse as apresentações:
Grupo de Trabalho de Normatização do Uso de Remineralizadores na Agricultura “Lei nº 12.890/13: Processo de regulamentação (Limites)”

Do Centro de tecnologia Agrícola e Ambiental: “Avaliação da disponibilidade de nutrientes e contaminantes tóxicos Extratores”

Normatização da composição química dos remineralizadores agrícolas: bases para reflexão

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Agricultura aprova inclusão de remineralizador entre insumos agrícolas

Proposta também inclui substratos para plantas na lista, com o objetivo de estimular o uso desses produtos nacionais no lugar de insumos importados para formulação de fertilizantes solúveis.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei 4781/12, do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que inclui remineralizadores e substratos para plantas entre os insumos destinados à agricultura. Com a medida, a inspeção e a fiscalização da produção e comercialização desses produtos passarão a ser regidas pela Lei 6.894/80, de modo semelhante ao que ocorre com fertilizantes, corretivos, inoculantes, estimulantes ou biofertilizantes.

O relator na comissão, deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), recomendou a aprovação da matéria.

A proposta classifica como remineralizador o material de origem mineral que altere os índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes para as plantas. O produto também melhora as propriedades físicas ou físico-químicas ou a atividade biológica do solo. Já o substrato para plantas é o usado como meio de crescimento de plantas.

Produção nacional
Bernardo Santana de Vasconcellos concordou com o objetivo da proposta de reduzir a dependência da importação de insumos necessários para formulação de fertilizantes solúveis. Em seu parecer, ele apontou a necessidade de o Brasil investir na exploração e no aproveitamento dos agrominerais como alternativa para a manutenção e o crescimento da produtividade agrícola nacional.

“O aumento da produtividade é necessário para garantir a segurança alimentar, ante a perspectiva iminente de uma crise mundial de fome. Neste contexto, a dependência externa desses insumos vem se apresentando como fator de risco para o setor agrícola brasileiro, com reflexos na economia nacional”, justificou o relator.

Ele acrescentou que os agrominerais ou remineralizadores estão disponíveis em todo o território nacional e que estudos realizados com o apoio da Embrapa têm demonstrado que a remineralização dos solos propicia índices de produtividade comparáveis aos obtidos com o uso dos atuais fertilizantes solúveis, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do País.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-4781/2012
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcos Rossi

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Adubação com pó de rocha é barata e ecologicamente correta

Agricultores de diferentes regiões de Santa Catarina estão usando pó de rocha EKOSOLOS para repor os nutrientes da terra. Um deles é Wilfrit Kunze, de Porto União, no Planalto Norte.

No lugar do adubo convencional, ele começou a aplicar basalto moído e se surpreendeu com o resultado. Os custos de produção caíram e, hoje, ele planta milho, feijão, soja e cebola no sistema agroecológico usando basalto misturado com adubo orgânico.
Wilfrit associa essa técnica com adubação verde de inverno, plantio direto e rotação de culturas. O sistema tem aumentado a produtividade: no primeiro ano com pó de rocha, o agricultor colheu 180 sacas de milho por alqueire.
no ano seguinte, colheu 220 sacas na mesma área. Para o agrônomo Daniel Dalgallo, extensionista do Escritório Municipal da Epagri, o pó de basalto pode substituir com vantagens a adubação sintética. “Com o adubo químico, o produtor se limita a 6 ou 7 nutrientes. O basalto tem 108 elementos químicos.
Desses, 42 são importantes para o metabolismo da planta. Com uma nutrição equilibrada, a planta fica mais resistente a doenças”, destaca. Em Porto União, também há testes de aplicação do pó com adubo orgânico em pastagens, no plantio de grãos e na fruticultura.
Na região, mais de 400 agricultores já usam a técnica.
Material não agride o meio ambiente
De acordo com o biólogo Bernardo Knapik, que há mais de 20 anos estuda o pó de basalto, análises foliares das plantas que receberam a técnica apontam que elas são mais ricas em nutrientes.
“O pó de rocha não agride o meio ambiente porque não se dissolve rapidamente. Ele é trabalhado pelos microrganismos e pelas raízes e, assim, o solo se regenera. Já o adubo sintético é solúvel, a planta aproveita o que pode, e o que ela não absorve pode causar problemas ambientais”, compara.
Para ser usada na agricultura, a rocha é moída até se transformar em um pó semelhante ao cimento. Mas antes de usar esse material na lavoura, o agricultor deve fazer uma análise do solo e buscar o acompanhamento de um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.

Fonte: Epagri

Clima e doenças nas plantações preocupam produtores de trigo de Minas Gerais

Alterações climáticas aliadas ao surgimento de doenças nas plantações preocupam os produtores rurais de Minas Gerais. Por causa dessas mudanças, as perdas nas lavouras de trigo já são evidentes. No Triângulo Mineiro, os municípios de Perdizes e Santa Juliana contabilizam os prejuízos. Em Perdizes, o ataque de um fungo chamado brusone provocou estragos, causou a redução no rendimento e na qualidade dos grãos, perdas que devem chegar a 30%.

confira a integra no link:
http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/06/clima-e-doencas-nas-plantacoes-preocupam-produtores-de-trigo-de-minas-gerais-4533872.html